Resenha - E.T "O Extraterrestre"
- Sté Salles
- 22 de jul. de 2015
- 3 min de leitura

E.T "O Extraterrestre"
Autor(a): Terry Collins
Editora: Ática
Gênero: Literatura Estrangeira / Drama
Páginas: 127
Sinopse: Skoob
Fui sortuda de ver esse filme na sessão da tarde, pois como “A Lagoa Azul” o “E.T” teve o tempo de estrela, ou seja, repetiu bastante.
“A criatura cambaleou para dentro da cozinha com o roupão de Elliot nos ombros, parecendo um velhinho em busca de sua xícara de café matinal. Harvey (o cachorro da família) seguia-o de perto. Obviamente o alienígena não cheirava como nada da terra.”
O livro é de um contexto simples, porém carismático e faz você a se apegar aos personagens antes da décima quarta página. A comédia reina em algumas partes do livro fazendo você dá muitas gargalhadas.
“De volta à escola, Elliot agarrou sua parceira de laboratório, inclinou-a para trás e lhe deu um grande beijo nos lábios. Na sala de estar, a criatura, nauseada, estendeu um braço para baixo a agarrou a cabeça de Harvey dando um beijo no cachorro, antes de desabafar do sofá e aterrissar de costas no tapete.”
Impossível você não achar graça com isso! As pequenas coisas para nós se torna uma gigantesca descoberta para o E.T, isso faz você perceber a beleza de descobrir as coisas pela primeira vez tudo é tão mágico...
“E-lli-ot – disse ele (= E.T) com uma voz fraca, desafinada, como a voz de um homem velho descobrindo a linguagem pela primeiríssima vez. – E-lli-ot.”.
Em um mundo de sagas, um livro só é uma raridade... Acho que isso de enquadra no que eu formei em mente sobre “O Extraterrestre”. A forma como os personagens amadurecem em pouco tempo, porém uma evolução humana, ou seja, aos poucos não daquelas maneiras heroicas que sabemos que dificilmente ocorre no mundo real. E o que mais me deixou de boca aberta é que esse “amadurecimento de passo a passo”, foi relatado em poucas páginas.
Depois de ler todo essa trama você começa a enxergar algumas coisas com outros olhos como uma fantasia de vaqueira, uma vaso de gerânio ou a importância da vida de um sapo. Elliot desde o inicio já conquista não sei explicar exatamente “o por quê?”, só sei que sim! Michael é talvez, o que mais muda, nas primeiras páginas temos uma ideia que ele é o típico irmão mais velho babaca, mas... Não é! Acho que ele foi o maior representante dessa questão de “amadurecer”, chegando a desenvolver uma ligação de amizade boa com o E.T.
O ponto que mais esperei acontecer foi o voo da bicicleta em plena lua cheia e mesmo que meus olhos estavam abertos, eu fechei toda a minha mente só para imaginar o vento frio nos meus cabelos, a luz do luar na minha pele, e as estrelas mais perto do que o costume.
Um ponto negativo é que em mais vezes que o esperado ela se torna chata, entretanto dá para ler sem problema, só é necessário foco, outra cois que senti falta foi conhecer outros personagens. Mesmo que o jogo de diálogos foi ótimo só quem tinha falas e nós víamos e conhecíamos era Elliot, Gertie e Michael, e não poderíamos esquecer o E.T.
Acho que se a mãe do Elliot tivesse uma maior participação seria ainda melhor, senti curiosidade em saber mais dela! Além das perguntas que ficaram abertas mesmo com o final do livro: “Por que o Elliot tinha toda essa ligação com o extraterrestre?”. É uma pena que não me lembro, se o filme responde essa pergunta, ou dá chances para outros personagens, acho que por ser um roteiro, mesmo depois de uma adaptação continua com fragmentos de um roteiro e o que me faz reconhecer esses elementos foi como o livro correu contra o tempo.
Era como se o livro tivesse medo de “passar o tempo”... Com absoluta certeza, gostei do livro. Perfeito para uma viagem onde você não precisa se doar tanto a uma história.