Resenha - O Oceano no Fim do Caminho
- Sté Salles
- 2 de ago. de 2015
- 2 min de leitura

O Oceano no Fim do Caminho
Autor(a): Neil Gaiman
Editora: Intrínseca
Gênero: Literatura Estrangeira / Suspense / Drama/ Fantasia/ Ficção
Páginas: 208
Sinopse: Skoob
O “Oceano no Fim do Caminho” são as recordações da infância nem um pouco feliz do protagonista (sem-nome), que apesar disso teve seus momentos de felicidade “momentânea”. A curiosidade não deixa de perseguir o leitor a cada linha, e a cada capítulo que se passa. Enigmático desde a primeira página e acompanhado de um suspense maior em cada capítulo. Não se podia esperar menos de Neil Gaiman.
”Viva o suficiente e verá rostos se repetirem com o tempo”.
Depois de ler alguns livros do autor, Neil Gaiman, você começa a entender que sempre as histórias dos seus livros participam de um contexto maior do que se apresenta, é como se o enredo e os personagens realmente tivessem “vida”.
“Eu não era uma criança feliz, ainda que, de vez em quando, ficasse contente. Vivia nos livros mais em que qualquer lugar”.
O livro quando menos se espera deixa de ser apenas lembranças de uma infância deprimida, e se transforma numa narrativa cheia de elementos fantásticos, dramáticos e de suspense, é impossível se ver entediado com “O Oceano no Fim do Caminho”, tudo parece tão envolvente que até mesmo o título do livro tem uma ligação intima com a história.
“E não era mar. Era oceano {...} O oceano de Lettie Hempstock”
Começando pelo protagonista que não tem nome, e nem uma descrição precisa, creio que isso deu certo poder ao leitor de definir como seria e como queria o protagonista (e que a única certeza que temos é que ele é um menino), depois vem Lettie Hempstock e a família Hempstock com diálogos que nos fazem amar cada aparição delas no livro, existe também a “vilã” Ursula Monkton, a família do protagonista e outros que tem sua porcentagem de importância.
“Crianças pequenas acham que são deuses, ou pelo menos acreditam nisso e só ficam satisfeitas quando o resto do mundo concorda com seu jeito de ver as coisas”.
O livro é incrível e conseguiu fazer todos os acontecimentos no tempo certo, não indo tão rápido ao ponto de perder informações e nem indo tão lento fazendo a volta no mesmo assunto, por isso é indispensável alguém que goste de suspense, drama e ficção fantástica não ler este livro.
“- Nada nunca é igual – respondeu ela. – Seja um segundo mais tarde ou cem anos depois. Tudo era sempre se agitando e se revolvendo. E as pessoas mudam tanto quando os oceanos.”