Resenha -O Livro Negro de Thomas Kyd
- Sté Salles
- 5 de set. de 2015
- 2 min de leitura

O Livro Negro d eThomas Kyd
Autor(a): Sheila Hue
Editora: FTD
Gênero: Literatura Brasileira/ Drama / Infanto-Juvenil
Páginas: 141
Sinopse: Skoob
O mais interessante da minuciosa narrativa é a mistura entre história e ficção, real e irreal, se tudo que se conta verdadeiramente aconteceu ou não, ou se pelo menos existe um ponto verídico, afinal mesmo que seja um pequeno livro, o enredo é imenso. No primeiro instante é impossível não se sentir atraída pela edição luxuosa que vem com capa dura, coberta com uma espécie de tecido, além das inúmeras ilustrações espalhadas pelas 141 páginas da obra – O Livro de Thomas Kyd.
“{...} Mas, se não havia ouro e prata, vi coisas maravilhosas, não sei se criadas por Deus ou pelo demônio.”
Obviamente o protagonista da história é Thomas Kyd, um personagem totalmente carismático que foge a regra do ‘enredo-chato’ quando narrado em primeira pessoa, claro que também não vemos a verdadeira “ação” dos descobrimentos, pois mesmo que haja selvageria, matanças e crueldades o livro possui um tipo de inocência, ou seja, a classe indicativa é livre.
“Uma multidão de animais desconhecidos protagonizando seus próprios terrores noturnos”.
Mesmo tratando de uma época histórica, a linguagem do livro é fácil e agradável, ou seja, durante a lida não é necessário que você esteja colada com um dicionário, todavia uma ou duas palavras podem gerar duvida em relação do significado.
“Desceu sobre nós um terrível bafo quente, como se as bocas do inferno tivessem se aberto e soprado sobre nós um vapor escaldante”.
Os personagens são praticamente os mesmo durante toda a história, mas as situações que Sheilla Hue, a autora, colocou-os mostrou a todo o momento, uma nova faceta, uma nova atitude que sempre nos fazia admirar ou não gostar, mais ainda de algum personagem.
“{...} – Abordaram o navio, atacaram a população {...} Aquilo que pensava ser uma preciosa cara era na verdade um carregamento de escravos mouros {...} O que vocês pensam que sir Cavendish mandou que fizessem? O navio foi queimado com todos dentro”.
A definição dos lugares foi precisa e objetiva não passando de 6 frases, coisa que deixou a desejar, contudo as descrições dos sentimentos aventureiros de Thomas foi o bastante para imaginar todos os lugares pelo qual o livro passou ainda que tenha sido culturas e pessoas que conheceu.
“Devo confessar que, apesar de toda a beleza do mar, que muda de cor e forma, e das cores do céu e das nuvens, e das altíssimas ondas que parecem engolir o galeão (navio), e de um céu como nunca vi, com infinitas estrelas, e da água do mar que em certos dias brilha à noite {...}“.
O ponto original do livro é ótimo assim como a forma que foi escrito e a forma que foi editado, em termos históricos o livro só dá pequenos tópicos que não devam ser levados em conta como verdades universais, e sim como uma porta para outras explicações mais complexas. O final não foi decepcionante, mas também não foi “esplêndido”, já que houve perguntas que não foram respondidas, todavia, essas respostas que não existem, podem ser em alguns pontos de vista, mais uma característica do livro.