Romance é Submissão?
- Sté Salles
- 13 de set. de 2015
- 2 min de leitura

Desde sempre o incontrolável amor dos casais é retratado nos livros como uma dependência (mutua). Amar ou se apaixonar é na maior parte das obras literárias, não ‘viver’ literalmente sem o parceiro (a), sem exagerar o verdadeiro sentido de “viver com seu amor” enquadra respirar em compasso com a respiração dele, comer com ele ou o que ele quiser, andar com ele, falar só dele, ter uma vida social só se for com ele ou pior ainda, ter apenas opiniões que condiz com as dele, por outro lado não importa a confusão que surgir, se o casal estiver junto não existe problema do céu, terra ou inferno que não possa ser resolvido.
Invés de ser “fofa” essa subordinação/obediência acaba sendo irritante para a maioria dos leitores que acabam nem dando chance ao resto do enredo quando se deparam com esse ‘grude’ nas páginas de um livro. Essa falta de autonomia, contudo também consegue cativar outros leitores que se identificam com as dificuldades do personagem e dá uma oportunidade a história.
O problema estar exatamente na popularização em massa da ideia que “amor significa, não ter uma vida independente do companheiro (a)”. É impossível definir com clareza o que é amar, todavia, esse sentimento não deve fazer esquecer-se do que você é, e do que você quer, esse tipo de atitude é o que falta nos romances atuais.
As paixões dos livros que antes eram acompanhados de um clima maravilhoso de romance e drama agora são seguidos por um péssimo clima de dependência, mas, seria injustiça dizer que todos os escritores cometem esse erro, porém achar aqueles autores que conseguem contorna esse “vício de amar” na medida certa se torna mais difícil a cada momento.