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Resenha - A Balconista

  • Sté Salles
  • 31 de out. de 2015
  • 2 min de leitura

A Balconista

Autor (a): Steve Martin

Editora: Record

Gênero: Literatura Estrangeira/ Romance /Drama/ Adulto

Páginas: 144

Sinopse: Skoob

A narrativa têm á sua taxa de drama e ironia que faz o enredo (ao mesmo tempo ser) um clichê típico de um romance colegial com uma sensualidade de um livro adulto. A história é cheia de altos e baixos que representam tanto a vida dos personagens quanto a qualidade da trama. O livro de certo modo é inovador, afinal consegue dar um novo significado para paixões, amores, erros, acertos, arrependimentos e vitórias.


“– E se eu gostar dele, eu fodo com ele e fodo muito com ele até que ele fique viciado em mim. Aí eu paro de trepar com ele”.


A Balconista resume a turbulência de personagens não perfeitos, uns procurando a felicidade, e outros já acostumados a viver sem ela, convivendo com mais erros que acertos, e achando tudo normal. A vida enfadonha de Mirabelle (protagonista) tem o seu carisma, porém o livro não é memorável, ou seja, o enredo é bom o suficiente para agradar durante a leitura, no entanto, a obra não parece ser forte o bastante para continuar despertando atenção do leitor depois que o livro acaba.


“O que Ray Porter poderia fazer com Mirabelle deitada nua na sua cama e de pernas abertas?”.

Em 144 páginas não lemos um romance tão açucarado e fofo como a capa e algumas citações atrás do livro faz parecer, afinal a linguagem da obra é repleta de palavrões e palavras ‘chulas’ sem uma real necessidade, o que acaba excluindo o livro de categorias como infanto-juvenil e juvenil, mesmo que tenha marcas de um romance adolescente.

"Ocasionalmente, o gato visível pula na cama e bate com as patas nos testículos de Jeremy, como se eles fossem novelos de lã pendurados em algum lugar para seu divertimento."


O narrador onisciente nos conta amores não ditos, e homens que mais se parecem plebeus que príncipes encantados num cavalo branco, e nem mesmo algumas virtudes cavalheiras de determinado personagem apaga o seu real e único interesse em Mirabelle.


“Uma jovem desejosa de dar cada grama de seu ser a alguém, uma jovem que jamais podara trair seu amor, que jamais suspeitaria que a maldade possa existir em ninguém; uma jovem cuja sexualidade dorme dentro dela à espera de alguém que a acorde gentilmente”. ​​

O livro é bom, entretanto tudo o que o enredo traz poderia ter sido mais completo desde a construção dos personagens até o desfecho da história. Isso não significa que a narrativa de Steve Martin (o escritor) é tediosa, longe disso, afinal o livro consegue chamar atenção de qualquer leitor que goste de um belo romance



 
 
 

Sou o tipo de leitora que se apaixona pela história, pelo personagem, pelo lugar, pelo momento, ou simplesmente o ato de lê-lo. É como se eu me apaixonasse por alguém.

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