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Resenha - Dominados

  • Sté Salles
  • 28 de nov. de 2015
  • 2 min de leitura

Dominados

Autor (a): Mila Wander

Editora: Qualis

Gênero: Literatura Brasileira/ Romance/ Adulto/ Drama

Páginas: 490

Sinopse: Skoob

Dominados tem todas as qualidades que um romance adulto precisa, e ainda outras coisas a mais que o torna um romance fatal. A narrativa tem algo “incomum” que simplesmente encanta as leitoras e leitores que preferem o gênero adulto, mesmo assim alguns capítulos são marcados pelos clichês (que todo romance tem).


“{...} A vida já era complicada para quem possuía melanina demais na pele – sei disso perfeitamente –, imagina para quem também nasceu com uma vagina”.


O livro tem os seus inúmeros momentos cômicos, entretanto sempre dá uma maneira de abordar assuntos consideravelmente importantes como a de desigualdade por gênero, por condição social, além da grande ligação do racismo com a história, já que a protagonista feminina é negra, e sempre expõe sua opinião de como o preconceito não foi extinto. Isto tudo sem perder a essência de sedução que a narração apresenta. Além de que o romance por ser nacional estar repleto de referências tipicamente brasileiras que estão por todas as páginas.


"– Eu vou matá-la de cacete – murmurei baixo, mas acho que ele escutou, pois riu desdenhosamente. – Falo sério".


O fato dos pontos de vista se dividirem entre Laura Diniz e Henrique Farias (o casal que não quer ser um casal) é uma maneira de entender os protagonistas que parecem ser tão distintos, mas se completam de um jeito explosivo. Essa turbulência atinge outros personagens que tem vez, voz e atitude na história, ou seja, o leitor tem a oportunidade de se irritar ou se maravilhar com outros e outras que enriquecem ainda mais a história.


"{...} Só não o chamei de filho da puta porque a minha mãe não tem nada a ver com a sua arrogância."


O que não falta nessa narrativa é o sentimentalismo seja trágico, seja satírico ou ainda mórbido. Por isso, não é surpresa alguma quando nos tantos parágrafos surgem os xingamentos de todos os tipos e maneiras que causam mais graça que ofensa. Já o cenário sadomasoquista da narrativa é uma característica que a autora faz questão de torna uma marca memorável. Afinal essa dominação é o que define esse jogo de sedução.


- Você se fodeu.

- Me fodi.

- E é por isso que não se apaixonou mais?

- É.


Talvez o erro do livro seja não chamar atenção desde as primeiras páginas, afinal superficialmente o livro não parece ter nada que desperte atenção só parece ser mais um romance besta que tem como trunfo uma relação sadomasoquista. No entanto é mais que interessante perceber como os pontos “incomuns” do livro vão surgindo, e deixando, portanto tudo mais intenso e poderoso.

 
 
 

Sou o tipo de leitora que se apaixona pela história, pelo personagem, pelo lugar, pelo momento, ou simplesmente o ato de lê-lo. É como se eu me apaixonasse por alguém.

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