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Resenha - O Inferno de Gabriel

  • Sté Salles
  • 12 de dez. de 2015
  • 2 min de leitura

O inferno de Gabriel

Autor (a): Sylvain Reynard

Editora: Arqueiro

Gênero: Literatura Estrangeira/ Drama/ Romance/ Adulto

Páginas: 512

Sinopse: Skoob

Aparentemente O inferno de Gabriel consegue despertar algum tipo de comoção em qualquer uma das 512 páginas, no entanto não é em todas ás vezes que essa impressão é positiva. O enredo é instigante, sensual e envolvente, porém não deixa de ser em determinados momentos tedioso, maçante e repetitivo. Mesmo assim a narrativa sensível da história impede que grande parte dos leitores abandone o romance.

“– Professor Emerson? Isso deve ser completamente excitante, Gabe. Suas mulheres o chamam assim também? Deve ser muito quente no quarto. – Scott riu ruidosamente”.


Ainda que tudo seja narrado em terceira pessoa o contexto proporciona conhecer realmente os anseios e medos de Julia e Gabriel, o casal; sem contar que sempre existe um personagem secundário que consegue ter uma história e suavizar a ênfase do enredo nos protagonistas. É importante dizer que tudo nessa romance acontece por algum motivo, e o que não falta são explicações que podem até demorar a chegar, porém surgirão.

“– Eu não posso te pedir para me mostrar o seu corpo sem te pedir para me mostrar sua alma. Eu quero fazer o mesmo com você. Espero que você entenda”.


E não se engane com a classificação “adulta” do livro, afinal Sylvain Reynard,o autor, descreveu mais cenas de um amor cortês impregnadas de um atmosfera libertina que capítulos e mais capítulos só de sexo. Ao passo que o leitor pode gostar desse ‘quase lá’, outros podem achar um verdadeiro inferno ler essa enrolação. Esse desejo poético, contudo não impede que surjam traços de um amor dominador e certas atitudes obedientes.


“Na verdade, a ideia da luxúria e seus inúmeros prazeres era tão irresistível que o professor Emerson se viu obrigado a fechar o sobretudo, para que a visão um tanto espetacular na frente das suas calças não chamasse atenção.”

As inúmeras comparações com a obra ‘A Divina Comédia’ de Dante Alighieri conseguiram tornar toda aquela trama mais fascinante, sem calcular as menções encantadoras. O modo como toda essa obra italiana moldou o casal desde o início é uma das partes mais indescritíveis. Afora essa comparação com a obra de Dante, todos os capítulos trazem algo clássico de uma maneira charmosa, seja uma composição de Mozart, ou referências das obras de Botticelli e Caravaggio.


“– Meu nome é a mais amarga ironia. Estou mais perto de um demônio do que um anjo, e estou além da redenção, porque eu fiz coisas imperdoáveis”.


As últimas páginas deixam claro que ainda existem muitas coisas para acontecer de uma maneira simples, não deixando o leitor numa expectativa enlouquecedora a não ser que tenha se tornado um fã. O inferno de Gabriel foi um bom romance, e como todo o enredo tem lá às suas falhas, contudo consegue compensar mais que muitas narrativas por aí.

 
 
 

Sou o tipo de leitora que se apaixona pela história, pelo personagem, pelo lugar, pelo momento, ou simplesmente o ato de lê-lo. É como se eu me apaixonasse por alguém.

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