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Resenha - O Julgamento De Gabriel

  • Sté Salles
  • 19 de dez. de 2015
  • 2 min de leitura

O Julgamento de Gabriel

Autor (a): Sylvain Reynard

Editora: Arqueiro

Gênero: Literatura Estrangeira/ Drama/ Romance/ Adulto

Páginas: 384

Sinopse: Skoob

Sendo o 2 livro de uma trilogia ligeiramente famosa é impossível não sentir receio que Sylvain Reynard não consiga continuar tão bem como em O Inferno de Gabriel, porém esse escritor sempre consegue surpreender seja de forma incrivelmente boa ou maravilhosamente ruim. "O Julgamento de Gabriel" em seus inúmeros capítulos descrevem mais dramas e sofrimentos do que felicidades eternas para Júlia e Gabriel, mesmo que as primeiras páginas nos façam pensar em um paraíso.


“ – Este não é um bom momento para falar com ele sobre se casar comigo – sussurrou Julia. – Se tiver sorte, em vez de castrá-lo, papai vai amputar suas pernas... com canivete suíço dele”.

A história veio com algumas mudanças que fizeram diferença, afinal o amor cortês se transformou em um amor carnal repleto de luxúria, porém aquela 'doçura' romântica não desapareceu apenas tornou-se difícil de encontrar nas páginas.


“{...} Independentemente do que o terapeuta tivesse insinuado, ele não era viciado em sexo. Não era um hedonista cruel com uma fome insaciável e disposto a. como diria Scott, “traçar” qualquer criatura atraente do sexo feminino.”


Ainda que possua 384 páginas o enredo não mudou radicalmente sua estrutura, afinal, continua com a sua inestimável ligação (e comparação) com os clássicos da literatura, música e pintura, assim como persiste em narrar toda a história em 3 pessoa, além de dar certa importância para os personagens secundários que por vezes suavizaram a narrativa a deixando um pouco menos "infernal", e até um tanto engraçada.

“– Meu pai está aqui {...}”

“– Eu sei. Eu telefonei para ele”.

“– Por que faria uma coisa dessas? Ele quer matar você”.


O livro continua com aquela química que impede o leitor de interromper a leitura, mas isso não significa que o enredo foi tão perfeito, enfim em alguns momentos parecia como se a história estivesse em um círculo vicioso que deixava a história óbvia e uma enorme chatice. Isso não impede que sempre apareça um novo acontecimento seja eletrizante ou não que pelo menos desperte alguma atenção ou esclareça alguma coisa.

- Eu amo você, Beatriz. Não vou abandoná-la. Você sabe disso, não sabe?

- Doeria muito mais perder você agora.

O casal moderno que representa tanto Dante e Beatrice, como Heloisa e Aberlado continuam a reproduzir os amores, os infortúnios, as paixões e as desgraças que seus antecessores levando tantos leitores a loucura.


 
 
 

Sou o tipo de leitora que se apaixona pela história, pelo personagem, pelo lugar, pelo momento, ou simplesmente o ato de lê-lo. É como se eu me apaixonasse por alguém.

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