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Resenha - Butterfly: Butterfly

  • Sté Sales
  • 16 de abr. de 2016
  • 3 min de leitura

Butterfly1 - Butterfly

Autor (a): Kathryn Harvey

Editora: Universo Dos Livros

Gênero: Literatura Estrangeira/ Drama/ Romance/ Adulto/ suspense

Páginas: 520

Sinopse: Skoob

Butterfly é o tipo de livro que lhe faz saborear cada desenrolar da trama, admirar cada capricho, e no fim das contas, supera todas as expectativas possíveis. Kathryn Harvey soube escrever uma história que além de ousar, também nos fez refletir sobre os vícios da sociedade, mesmo que tudo se passe nos anos 80.


O enredo sem sombras de dúvidas se importou com a realidade histórica daquele momento, e por isso temosa oportunidade de ver como a guerra fria, os alistamentos para guerra no Vietnã, o estilo de vida Americano, a morte de Kennedy, o reconhecimento da igualdade entre negros e brancos, e a emancipação feminina, moldaram os EUA que conhecemos.

“O tédio leva ao desassossego, e o desassossego pode gerar curiosidade, que, por sua vez, leva a descobertas. As vezes, descobertas indesejáveis”.

Vingança, superação, libertação, ambição, sedução e satisfação são os anseios que movem as vidas que conhecemos neste 1° volume da trilogia de Kathryn Harvey. A trama possui mais de uma mulher para se inspirar, todas com seus medos e obsessões que se interligam por um motivo autêntico “Butterfly”, um lugar onde as mulheres mais influentes de Beverly Hills têm seus desejos lascivos atendidos. Cada uma dessas mulheres tem seu espaço e tempo para contar sua vida.


No entanto, a verdadeira pessoa que tornou toda essa “realização de desejos” possíveis, a protagonista, é a personagem que mais compreendemos, por isso, além de dá vez para o presente, também deciframos o seu passado, e finalmente a motivação de toda essa vingança.


“Uma coisa era planejar um ato de rebeldia, outra coisa completamente diferente era executá-lo”.

Todos os capítulos são intrigantes, e a forma como tudo foi escrito eleva Butterfly as alturas, isso não se resume a narração em 3º pessoa, e muito menos, a qualidade da estruturação das personagens, e sim, a forma como a autora brinca com paradoxos temporais durante todo o enredo. É um erro achar que o livro se resume apenas ao que a sinopse diz, enquanto, ela nos faz pensar que Butterfly é mais um livro erótico, contundo, quando se começa a ler as 510 páginas, se percebe que o sexo é usado como um artifício de sedução, e não um protagonista da história como em tantos outros exemplares por aí.

“– Eu disse “fantasia”. É isso que essas mulheres estão comprando.”

A trama aborda bastante a independência da mulher perante a sociedade, e os problemas ocasionais que ela enfrenta pelo simples fato de ser “mulher”, as personagens que aparecem retratam essas “dificuldades”, e muito mais. Do mesmo modo que reproduz críticas sobre “o preço da salvação”, não se engane em pensar que o livro é contra qualquer tipo de religião, no entanto, promove reflexões sobre as pessoas que se dizem capazes de levá-la para o céu ou inferno por ter um coleguismo com o divino, isso resulta num enredo ardiloso como poucos por aí.


“Ele não tinha permissão para indagar ou imaginar. Ele simplesmente tinha de fazer o que era pago para fazer. E depois mandá-la de volta para casa, curada”.

O “perfeccionismo” é um atributo que representa tanto a amarração da trama, quanto a estrutura que a representa, cada atitude faz enorme importância, bem como, todas as derrotas e conquistas nos mudam de um jeito sem volta. O livro é antes de tudo a chance de ver até onde nossa ambição pode nos levar, e como podemos perder tudo isso em pouquíssimo tempo. Espero sinceramente que o próximo volume “Stars” continue tão indescritível quanto este.

 
 
 

Comentários


Sou o tipo de leitora que se apaixona pela história, pelo personagem, pelo lugar, pelo momento, ou simplesmente o ato de lê-lo. É como se eu me apaixonasse por alguém.

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