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Resenha - Mentes Sombrias

  • Sté Sales
  • 2 de abr. de 2016
  • 2 min de leitura

Mentes Sombrias

Autor (a): Sérgio Pereira Couto

Editora: Universo dos Livros

Gênero: Literatura Brasileira/ Suspense/ Drama/ Romance

Páginas: 240

Sinopse: Skoob

Mentes Sombrias é mais uma promessa de Sergio Pereira Couto para a continuação dos dramas investigativos de Tony Draschko, o protagonista que conhecemos pela primeira vez em "Mentes Criminosas". Nesse 2° volume conhecemos de certa forma um novo Tony, e um enredo mais sombrio e sangrento, além do adicional de personagens inéditos que escondem muito mais do que aparentam. Dessa vez a narrativa foca muito mais em contar as peripécias do que explicar qual a lógica dos objetos de investigação criminal, isso torna a leitura mais direta, ainda que, páginas e mais páginas carregam conteúdo desnecessário.

“– Era só o que faltava! Minha filha vai perder a virgindade com um idiota qualquer ligado à polícia”.

Logo nos primeiros capítulos já conhecemos o protagonista, seu novo companheiro de investigação, "o vilão", e entendemos um pouco do mistério que vai ser o ponto principal da trama. Essa "charada" gira em torno do universo gótico, e como essa dimensão sombria resultou na morte de algumas pessoas, e na submissão de outras, por conta de falhas que não precisam ser necessariamente suas, contudo, é nas suas costas que esses segredos pesam.

Os manequins de pessoas perfeitas são desconstruídos da mesma forma que a razão da lugar a loucura, talvez seja por isso que o autor se importou mais em traçar uma linha psicológica dos personagens, que perder tempo os descrevendo, ou seja, não espere descrições longas físicas, Sergio Pereira Couto lhe dá a liberdade de pensar como seria determinada pessoa.

“– Então o que terei de fazer? Trabalhar com esta coruja do Harry Potter?”.

A narrativa em 3° pessoa foi a melhor opção, não sei se aguentaria a história pelos pensamentos de Tony, pois mesmo sendo boas, suas ações irritam bastante. Sem contar algumas falhas óbvias no enredo, e momentos confusos que não batem com o que se falou em "Mentes Criminosas”. Mesmo estabelecendo algumas conexões, a história de certa maneira é independente, não sendo obrigatório ler o anterior.


''{...} Todos têm um lado sombrio e que depende muito de cada um controlar se ou descontrola-se pelas razões mais apropriadas".

Seria errado da minha parte continuar a fazer comparações do 1° volume como 2°, ainda que, possua suas diferenças, como, a falta de momentos realmente CSI, afinal, Mentes Sombrias funciona como se fosse o enredo de policiais detetives, e não como uma história de investigadores da ciência forense, o que não é mau, porém, vai contra as juras da sinopse quando se diz "{....} usam sofisticadas técnicas de perícia e avançados métodos de investigação {...}".

"Perder entes queridos nunca é fácil, mas, infelizmente, faz parte de nosso trabalho".

Não posso dizer que esse romance policial preencheu minhas expectativas, afinal, você sente que faltou alguma coisa para ser uma trama verdadeiramente impactante, mesmo assim, o livro tem suas qualidades que conseguem prender à sua atenção. Além do mais as prováveis pistas dão a entender que as aventuras de Tony Draschko não acabaram ainda, e isto, pode significar que os erros que chateiam tanto provavelmente vão ser reparados.


 
 
 

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