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Resenha - Calhoun Chronicles1: Uma Escola de Charme

  • Sté Sales
  • 14 de mai. de 2016
  • 3 min de leitura

Calhoun Chronicles1 - Uma Escola de Charme

Autor (a): Susan Wiggs

Editora: Nova Cultural

Gênero: Literatura Estrangeira/ Romance/ Drama

Páginas: 379

Sinopse: Skoob

“Uma Escola de Charme” é o livro que não apenas foca no romance como também privilegia a evolução dos personagens, bem como, algumas das referências históricas da época (com algumas escorregadas), sem contar a relação da história com o conto do patinho feio, e se bem conheço a fábula o patinho feio, ele se transformou num belo cisne, e é isso que lemos nesse livro, uma narrativa de autodescobertas de decisões a serem tomadas a caminho da vitória.

“O mar era sua amante, tinha o poder de curar, acalentar, amar, torturar... ou destruir a seu bel-prazer. Como uma mulher, o mar era imprevisível, misterioso... impossível de decifrar a partir do que se via na superfície, um homem tinha que ir a fundo e explorar”.

Entendemos a conexão do “Patinho Feio” com “Uma Escola de Charme” desde os primeiros capítulos pelo simples fato de que tanto à nossa protagonista quanto o enredo são uma personificação dessa fábula por um novo ângulo. A patinha é “Isadora Peabody”, a ovelha negra de uma das famílias mais poderosas de Boston, aquela que nunca chega aos pés da beleza das irmãs, e nem do carisma dos irmãos, aquela que sempre parece estar invisível.


Não ache que esses problemas de Isadora sejam entediantes; muito pelo contrário essa é a graça do livro ver como ela começa a gostar dela mesma, e a aprender a amar, a bordo do navio “Cisne de Prata” para o Rio de Janeiro sob o comando do Capitão Ryan Calhoun que em outras palavras é “O cara”.


“–Céus– murmurou Isadora, fumando um pouco mais o charuto. – Estou nua"

“–Tenha paciência, doçura. – Ryan começou a se despir. – Num momento, eu também estarei”.

Esse é o 1º livro de uma saga chamada “Saga Calhoun Chronicles” que se propõe a contar mais ou menos a vida amorosa de alguns membros da família Calhoun de modo independente, isso quer dizer, que esses enredos não formam um quebra cabeça, apenas continuam a narrar um universo que talvez você goste de ler.

“–E exatamente como é que eu sou?”“

–Como... como o próprio demônio – explodiu Isadora”.

Susan Wiggs, a escritora, acertou em cheio em narrar à história daquele modo descontraído que poucos romances de época oferecem, dando a oportunidade de conhecer o turbilhão sentimentalista dos protagonistas, além de descrever apenas o necessário oferecendo, assim, a liberdade do leitor imaginar as coisas à sua maneira. O livro é bem açucarado e delicadamente sensual nada explícito ao extremo. O romance é simples e sem muitas elaborações, então para quem gosta de algo verdadeiramente eletrizante ficará difícil deixar se cativar pela calmaria de “Uma Escola de Charme”


“– Posso ver a sua calcinha daqui – gritou Ryan Calhoun {...}”.

“– Um cavalheiro não olharia. E, com toda a certeza, não faria nenhum comentário”

“– E quem disse que eu sou um cavalheiro?”.

Grande parte do livro dá espaço para momentos engraçados do mesmo modo que realça as partes mais críticas sobre a sociedade escravista naquele período. Tudo isso tendo um enredo consideravelmente leve, isso acaba tornando as 329 páginas uma leitura rápida, e quando você menos espera já está nas últimas folhas, e começa a se questionar qual será as qualidades do próximo livro “The Horsemaster's Daughter”.


 
 
 

Sou o tipo de leitora que se apaixona pela história, pelo personagem, pelo lugar, pelo momento, ou simplesmente o ato de lê-lo. É como se eu me apaixonasse por alguém.

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