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Resenha - I-Juca-Pirama e Os Timbiras

  • Sté Sales
  • 18 de jun. de 2016
  • 2 min de leitura

I-Juca-Pirama e Os Timbiras

Autor (a): Gonçalves Dias

Editora: L&PM Pocket

Gênero: Literatura Brasileira/ Clássico/ Drama

Páginas: 101

Sinopse: Skoob

O livro é o conjunto de poemas que nos faz pensar em um Brasil primitivo, aquele cheio de tribos indígenas numa terra que ainda não foi encontrada pelos homens brancos, e muito menos tem a necessidade de seguir as diretrizes do "velho mundo”, é deste modo que podemos apresentar tanto "I-Juca-Pirama" quanto "Os Timbiras", ou seja, contos de proezas indígenas que pintam o índio como um herói nacional a ser venerado pela sua honra e bravura.

“Em mim se apoiava, Em mim se firmava Em mim descansava Que filho lhe sou”.

Todo o volume é escrito em cantos, e quando você começa a ler percebe que cada estrofe produz uma musicalidade que traz um inegável sentindo épico para qualquer descrição dos versos. É complicado ler essa trama por conta das várias palavras de origem tupi que surgem em todos os versos, o contexto não ajuda muito em supor o significado das palavras, portanto um dicionário é mais que obrigatório.


“Tu choraste em presença da morte? Na presença de estranho choraste? Não descende o covarde do forte;”.

A sinopse não tem muito que revelar quando até mesmo o nome do livro é um verdadeiro spoiler para qualquer conhecedor de uma ou duas palavras tupi, ou, uma pessoa suficientemente curiosa que vá atrás. Gonçalves Dias, o autor, complementou esse universo indígena com "Os Timbiras", uma história que sem dúvidas aumentou a riqueza cultural da sua vida literária em si. Infelizmente, ele morreu antes de acabar de escrever "Os Timbiras" que narram às bravuras desse povo, onde os personagens (Chefe) Itajuba e (Jovem Guerreiro) Jatir se sobressaem nas estrofes, mesmo assim, esses poemas carregam uma importância magnífica.

“O sonho e a vida são dois galhos gêmeos;

São dois irmãos quer um laço amigo aperta:

A noite é o laço; mas Tupã é o troco{...}”

Dias deu uma linguagem extremamente conotativa ao seu livro exatamente, por conta disso, não posso dizer que entendi completamente a narrativa de "I-Juca-Pirama" e "Os Timbiras", porém é impossível negar a absorção de informações sobre uma nova tradição e de novas palavras.

“Era a hora gentil, filha de amores,

Era o nascer do sol, libando as meigas,

Risonhas faces da luzente aurora!”.

Um dos textos mais épicos da literatura brasileira é mergulhado em ideais nacionalistas e indianistas, bem como, preceitos de glória e decência. As 101 páginas mostram com audácia contos que nos fazem lembrar, de uma parte da origem brasileira que nos esquecemos, cada vez mais. Esses poemas nos tiram das mesmas estruturas do tantos livros lançados.

 
 
 

Sou o tipo de leitora que se apaixona pela história, pelo personagem, pelo lugar, pelo momento, ou simplesmente o ato de lê-lo. É como se eu me apaixonasse por alguém.

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