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Resenha - O Amante1: O Amante

  • Ste Sales
  • 2 de jul. de 2016
  • 3 min de leitura

O Amante1: O Amante

Autor (a): Jodi Ellen Malpas

Editora: Essência

Gênero: Literatura Estrangeira / Romance / Adulto / Drama

Páginas: 424

Sinopse: Skoob

Com uma trama comum "O Amante" se lança nos gêneros dramáticos e adultos sem realmente trazer algo interessante. Os personagens são caricatos e os capítulos são repletos de cenas de sexo que funcionam como uma maneira de tentar fazer com que o relacionamento dos personagens principais deem certo ou se ao menos existe sentido nessa união. Não há como negar que só por cunho pessoal é que o leitor pode realmente se interessar pela história, pois, se for por qualidades como: um enredo extasiante, personagens complexos e uma temática difícil de esquecer "O Amante" não brilhará muito nas prateleiras.


“Eu não posso vê-lo, mas sei que está fazendo bico. E quanto à parte de ‘fazer amor’... bem, é um progresso enorme do ‘comer’. Abro um sorriso, meu coração fazendo polichinelos dentro do peito”.

Esse 1º volume da trilogia “O Amante” traz a tona a paixão selvagem entre o proprietário do misterioso O Solar e uma designer de interiores. Essa explosão de sentimentos entre Ava e Jesse fica claro desde o primeiro momento quando a tensão que os rodeia só faz aumentar ao decorrer das páginas. O "amor" obsessivo entre esses dois consegue mais me assustar do que me excitar. Leitores que tendem a questionar vão estar rodeados de momentos para problematizar. As declarações de afeto em sua grande parte só retratam falta de controle e infantilidade.


“Eu, no entanto, me sinto em queda livre para o inferno”

A narração em 1° pessoa por Ava não é algo surpreendente, enfim, ela faz questão de definir todas as confusões tolas que podem existir em um relacionamento, fato que, para várias leitoras pode deixar a leitura densa (o que realmente aconteceu). Jodi Ellen Malpas apelou para uma trama que provavelmente chamaria atenção por ter semelhanças com tantas outras que fizeram grande sucesso, claro que, guardando suas originalidades.


Inúmeras coisas nesse primeiro volume ficaram soltas, no entanto, a escritora deu a entender que esse mistério faz parte desse universo como uma qualidade e não como um erro.


“– Você é diferente. Eu já falei, Ava. Passo por cima de qualquer um que tente me atrapalhar. Inclusive você”.

O livro se arrasta exclusivamente contando todos os pormenores do relacionamento de Ava e Jesse, ainda que, com um adicional de um casal secundário Kate, melhor amiga de Ava e Sam, amigo de Jesse. O foco peculiar nesses relacionamentos deixa o enredo sem tantos atrativos, isso quer dizer que as intrigas, brigas e reconciliações funcionam como a única aventura do livro.

“– Ele também traz à tona o pior de mim. Ele detesta que eu diga palavrões, então xingo mais ainda. Ele tem horror que exponha o corpo para qualquer um que não seja ele, então uso vestidos mais curtos. Ele me pede para não beber, então fico bêbada. Não é saudável, Kate. Em um segundo ele diz que me ama me ter por perto e, no seguinte, sou a transa atual. O que devo pensar?”.

O final tenta ser impactante, contudo, é um término popular entre os vastos romances dramáticos já lançados. É importante lembrar que independente da se você gostou ou não de um livro ele sempre consegue trazer algum tipo de ensinamento. "O Amante" fez seu número de fãs para provar que várias pessoas gostaram das 424 páginas da história. O leitor que deve continuar seguindo a trilogia deve se contentar com as aspirações para o próximo volume “Eu, submissa” (que a meu ver não são muitas).

 
 
 

Sou o tipo de leitora que se apaixona pela história, pelo personagem, pelo lugar, pelo momento, ou simplesmente o ato de lê-lo. É como se eu me apaixonasse por alguém.

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