Resenha (Filme)- 50 Tons de Cinza
- Sté Salles
- 22 de jul. de 2015
- 3 min de leitura

" Para uns felizmente para outros infelizmente, chega 50 Tons de Cinza ".
Em alguns sites o filme 50 tons de cinza foi um dos tópicos de matéria, nada que nos surpreenda até o momento, entretanto a forma como alguns bloggers em questão colocavam o filme em um pedestal e chegava a afirma que não seria apenas um sucesso de bilheteria como também garantiam que nenhum outro filme em 2015 seria mais comentado que 50 tons de cinza
Essa prepotência não foi justificada nem mesmo com a estreia do filme,e isso me deixou com um gosto amargo na boca, e acredite não senti nenhuma vontade de morder meus lábios.
Começando pelas frases sensuais do Sr. Grey que foram suavizadas ao ponto de ficaram ridículas como "a épica" frase - eu não faço amor, eu fodo... com força; ela não teve a resposta esperada já que as espectadoras não demonstraram excitação, mas sim o humorismo, que não só elas como toda a platéia achara a frase um tanto besta. Um fato que merece nota é que em várias cenas as pessoas do riam DO filme, e não COM o filme.
Para pessoas que apresentam comodidade a assistir trilogias ou sagas sem se importa se são baseadas em livros ou não, creio que não foi uma experiência boa, pelo fato que várias lacunas ficaram abertas, e também que manias dos dois personagens passaram batido para aqueles que não leram o livro. Uma coisa que leitores, críticos, autores e espectadores sabem é que uma história que vai ter continuidade precisa de um elenco coadjuvante participativo, se a trama apenas foca nos protagonistas com o passar das cenas isso se torna chato, é de suma importância ver história por outro olhos, um erro que infelizmente 50 tons de cinza, apresentou em praticamente todas as cenas.
A FICHA TÉCNICA do filme por incrível que pareça não deixou a desejar, as cenas foram gravadas de modo geral em ângulos bons, e a forma como a câmera tentava passar o sentimentalismo dos personagens foi adequado, e as cenas do sexo foram gravadas com uma arte sensual e um requinte muito agradável de presenciar. A semelhança mais perfeccionista que ocorreu entre o filme e o livro só seguiu no caminho das roupas e dos lugares. Entretanto, um farto que foi decisivo para que toda essa produção cinematográfica recebesse algumas felicitações de críticos conservadores foi à produção musical que foi esplêndida, conseguiu com louvor salvar algumas cenas se não dizer todas, então parabéns pelos responsáveis.
Claro que foi possível presenciar uma leveza em comparação ao livro; e todos os cortes, mudanças e trocas de diálogos que ocorreram teve seu objetivo bem evidente, expandir os admiradores de 50 tons de cinza, o que eles não levaram em conta foi que o sexo apresentado nos livros foi o que fez o livros se torna um sucesso. Mesmo no século XXI a sexualidade das mulheres é presa e quando se lança um livro onde o sexo era tão contínuo e "fantástico", o sadomasoquismo e seu sentido real de dor foram apagados sendo usado apenas como uma cereja no topo de um bolo de um sexo fenomenal.
Sobre Dakota Johson tenho que dizer que a atriz conseguiu impor e se sobressair, sua atenção foi exatamente o que esperávamos de alguém que interpretaria a doce Anastácia de modo correspondente; quando assistimos vemos Anastácia Stelle em toda à sua ingenuidade.
Não posso dizer o mesmo de Jamie Dornan que em momento se mostrava propício a ser Christian Grey em outros estava perdido com toda aquela tensão de 50 tons de cinza. No geral ele foi bem, mas espero que melhore até o próximo filme. Realmente só existem esses personagens para se comentar já que os outros apareciam no máximo 5 minutos, não deixando o espectador se aproximar de outros personagens não sendo o casal protagonista.